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21/04/2012

Dos amigos que perdi

Faz tempo que eu não posto, e não é como satisfação que escrevo isso.
Durante um bom tempo, no início desse blog, antes de abandona-lo em 2007, ele servia ~meiki~ como um "Querido Diário", postava coisas do meu dia-a-dia e minhas impressões sobre o mundo e tudo que via.
Sempre fui daqueles que falam sozinho e com a internet passei a "falar sozinho com um monte de gente" e acho isso muito legal.

Pois bem, a "culpada" pela não atualizações recentes foi da minha "preguiça criativa".
Apesar das coisas maravilhosas que aconteceram no mesmo período, os últimos 15-20-30 dias me bateram mais do que os últimos 15 anos.
Nada que me tirasse o humor ou a visão otimista de mundo que eu tenho, mas quando isso acontece, a primeira coisa que vem é a "preguiça criativa", me atropelo com meus pensamentos e não consigo sintetizar nada.

Abaixo a ultima/única coisa que escrevi sobre o fato que fechou o ciclo, postado no meu facebook, pensei em tornar isso uma nota, mas como revisito meus textos do blog de tempos em tempos, pra ver se eu ainda tenho a mesma opinião que tinha à época, preferi colocar aqui.

EU NÃO VOU A VELÓRIOS NEM CEMITÉRIOS.
Acho que estou me despedindo muito cedo dos meus amigos.

Se você me chama para ir a um velório, eu invento 2.000 motivos para não ir, mas o principal deles é a danada da empatia, é muita gente triste em um lugar só, isso me abala muito.
Fico "carregado" por mais de uma semana com toda aquela tristeza, então prefiro mostrar meu respeito e fazer minhas orações em casa.
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Mas com cemitério é diferente eu não vou à cemitérios porque:
A gente sabe que a morte faz parte da vida, que é natural, mas para mim é natural quando é "NATURAL" e é mais fácil de aceitar.
Todo dia se nasce e todo dia se morre.
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Eu sou muito observador e quando ando naquelas "ruas" do cemitério, fico lendo as plaquinhas e os nomes, e os nomes por serem "cíclicos", de tempos em tempos começam a se repetir te deixam meio conformado quando você lê "nomes de velhos" nos túmulos.

Passo pelas estreitas ruas dos cemitérios e vejo Sebastiana, Gertrudes, Izalina, Astolfo, Adílio, Mendonça, Geraldo, Irineu e outros "nomes de velho" o subconsciente te guia tão rápido que as vezes você nem vê a data de falecimento, e na minha cabeça vem:
__Ah! É a ordem das coisas, você nasce, cresce, reproduz e morre. Essas pessoas fizeram tudo isso, cumpriram o ciclo.
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Por mais inaceitável que seja, a morte é isso, por pior que seja perder alguém querido em qualquer idade, a vida é assim.
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A coisa muda, quando eu passo e vejo nomes de "GENTE NOVA" naquelas lápides/túmulos.
MANO, é antinatural demais, NÓS estamos corrompendo demais os valores e os comportamentos, focando as coisas erradas.
Acho que nunca morreram tantos jovens como na minha geração, eu ando dando adeus a muitos amigos e companheiros de infância/adolescência, e acredito que todos nós estamos dando ADEUS cedo demais para pessoas que achávamos, seriam eternas enquanto nós vivessemos.
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Quando eu digo nós, somos nós mesmo, todos nós... ...estamos vivendo o limite e não estamos medindo nada, estamos na geração do A QUALQUER CUSTO.
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A QUALQUER CUSTO, EU VOU ME DIVERTIR.
A QUALQUER CUSTO, EU QUERO ADRENALINA.
A QUALQUER CUSTO, EU FICAREI RICO.
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O a qualquer custo, tá fazendo a gente contrariar muito a "lei da vida".
Voltando às "Ruas" do cemitério.
Toda vez que eu passo e leio tipo: Yasmin, Gabriela, Isabela, Nathaly, Luana ou então Igor, Kauã, Lucas, Renan, Diego, Gabriel e outros, nem preciso olhar as datas de nascimento e falecimento, sei que quase todos nasceram perto de 1990. Logo, não morreram de causas "naturais", ou pelo menos a grande maioria ali não morreu de causas naturais.

Minha cabeça começa a questionar, porque eu não conheço todos eles, fico inventando histórias de vida para eles, fico pensando no que tiveram ou não, já que nos deixaram e não poderão mais correr atrás de nada:
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Será que conheceu o mar?
Será que tomou banho de chuva o suficiente?
Será que já fez uma viagem não programada e saiu falando que auqela é a melhor da sua vida?
Perdoou, foi perdoado alguma vez na vida?
Fez cagadas que o fizeram ter vontade de sumir?
Será que se apaixonou, desapaixonou e reapaixonou-se pela mesma pessoa?
Filhos? Teve?

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Então, a visão do A QUALQUER CUSTO, agora vai me dar mais um nome para refletir, VINICIUS, que eu vi crescer, que é de antes de 90, 88, e eu sei bastante coisa e algumas eu ainda vou continuar me perguntando e inventando, conheço o suficiente para não julgar nenhum dos seus atos e para orar bastante pelos seus familiares.
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Não me chamem para ir à Cemitérios, e se chamar, não questione meu não, eu fico muito mal, pior do que estou agora e ficarei uns dias ainda.

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