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07/10/2011

UM DIA EU FUI NO TERREIRO


Estava assistindo a "Grande Família" e me lembrei de um fato.

Eu sou cristão, acredito em Deus, que é o nome mais fácil de falar, acredito em uma força superior e tals, mas tenho um probleminha.
Não curto muito rituais, sequer acredito que só algumas pessoas (escolhidas por voto) tenham um nível elevado pra falar com Ele, que precisa de uma coreografia específica pra ele chegar no lugar ou que ele está se importando muito com o que a gente está falando aqui no dia-a-dia.



Para ficar um pouco mais claro, se eu vou em uma missa/celebração onde o povo começa a falar em línguas (Xalalá balálaáXalalaLaLá) eu já acho que é pajelança e começo a rir, ou no mínimo acho engraçado pacarai e seguro, muito mal segurado, o riso.
Isso já aconteceu em um exorcismo de igreja, em um "Carnaval em Cristo (!?)" e tambem em um terreiro de Candomblé, que foi o mais engraçado e vou contar aqui.



Eu fazia aulas de capoeira,  nesse negócio de resgatar as raizes afro, que eu tenho no DNA como todo brasileiro, mas em nada na aparência, uns amigos resolveram me convidar pra ir num terreiro.
Eu avisei que a chance de isso dar merda, era grande, que eu não gostava de teatrinho, mas eles falaram q era pra FECHAR O CORPO :/ , fui.

Chegamos no lugar e o Pai-de-santo (ou algo parecido) começou a falar umas coisas estranhas, depois começou a falar em umas línguas estranhas (já comecei a segurar o riso :#), e começou a falar que tinha não sei quem do meu lado e que tinha alguem me puxando pra trás.


MANO, eu quase lacrimejava de vontade de rir, eis que uma pessoa começou a falar com voz de criança e começa a fazer uns movimentos característicos da dança da galinha maluca.
Antes que eu fizesse mal maior, me levantei e sai correndo pro estacionamento, mas ainda deu tempo de ouvir:
__ALÁ, A ENTIDADE MALÍGNA QUE ESTÁ COM ELE NÃO AGUENTOU O NOSSO TRABALHO (ou sei lá o que ele falou) E FUGIU!!!

E sairam todos me procurando, falando do poder do negócio que eles estavam fazendo blábláblá...

Me acharam, agachado atrás do carro e chorando de tanto rir com a mão na barriga, quase tendo convulsões.


O cara que estava "arrancando" o malígno de mim, foi o primeiro a me amaldiçoar:
__Não brinque com essas coisas, você não sabe do meu poder.

Fiquei até com medo dele me dar um Hadouken, e a risada não parava, eu só conseguia esticar a mão espalmada pra ele e balançar, querendo falar:
__De boa, tranquilo, calma aí, já vai passar.
Mas ele não parava de falar dos poderes dele, que ele já tinha enriquecido trocentas pessoas com o poder dele... ...fodeu de vez, entramos em um loop, ele só falava coisas que eu acho engraçadas, não conseguia nem responder, só ria.

Enfim eles desistiram e me levaram pra casa e me dando carcada no carro, falando que eu nunca mais iria lá.

Hoje em dia, até os caras que me levaram, dão risada quando lembram e um virou crente fervoroso da Universal, disse que quer me levar um dia lá, bem, o risco é todo dele.

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